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Você tem que conhecer: Ricardo Pinto

Atualizado: Abr 15

“O Jeans, a base com que trabalho, é tanto um tecido quanto matéria-prima versátil, democrático, moderno, inovador, de fácil manuseio, simplicidade e luxo. Praticamente se faz tudo com jeans!” - Ricardo Pinto


Amazonense vivendo no Rio de Janeiro, Ricardo Pinto é super entusiasta do upcycling unido a pinturas à mão, reutilizando tudo, de forma criativa, para transformar em novas peças. Antes de dedicar-se exclusivamente aos seus projetos, atuou como estilista, consultor de estilo e fornecedor de produto acabado em marcas do Rio de Janeiro como a Afghan, a Corporeum e a Zahvin. Em seu trabalho independente, as palavras-chave são sustentabilidade e arte. A matéria-prima preferida é o jeans vintage, principalmente vindo de brechós. As “peças com memória”, como chama, viram roupas únicas e exclusivas, reinventando memórias afetivas e industriais. Quando se revitaliza peças, o descarte nunca é uma opção. Recentemente, com suas técnicas apuradas de upcycling e pintura, transformou calças da Levi’s Brasil em kimonos e desenvolveu peças inéditas e coloridas para o Érica Rosa Atelier, de Copacabana. Verdadeiras obras de arte.


Formado em Estilismo pela Escola de Moda Cândido Mendes, do Rio de Janeiro, é um dos convidados pela Capri a desenvolver as jaquetas Jeans do Brasil com nosso tecido Algarve, o original Denim 100% algodão.


Entrevistamos Ricardo sobre suas artes e renovações, como o Denim pode transformar o mundo, dicas para quem quer ser profissional da moda e muito mais! Confira:


Ricardo Pinto: Desde criança, sempre gostei de me vestir com peças diferenciadas, mas nada demais. Com sete anos, ganhei minha primeira calça jeans, que era importada. Como sou de Manaus, a Zona Franca nos permitia tais luxos. Fiquei louco com aquela peça, a cor do jeans, os bolsos, a costura, tudo!

Minha mãe e minha tia costuravam, mas isso nunca me chamou tanta atenção, eu apenas gostava de longe. Mais tarde, já quando era adolescente, existia uma coluna num telejornal chamada Ponto de Vista, com Cristina Franco, um ícone da moda brasileira. Aí, sim, eu comecei a me interessar um pouco mais, mas ainda não era meu objetivo principal. Foi apenas com 21 anos, depois de sair da casa da mãe, que conheci o universo que mexeu de fato comigo.


“Com os figurinistas da extinta TV Manchete, eu pude entender melhor o trabalho de quem cria os figurinos, cheios de desenhos, cores, tecidos etc. Então eu fui fazer pequenos trabalhos free para alguns figurinistas da Globo, mas percebi que queria algo a mais. Fui para a Escola de Moda Cândido Mendes, onde me descobri. Logo eu já estava dando aula de desenho para minha turma, estagiando e entrando para mercado de moda em si, no qual estou até hoje”


“Upcycling, artsy e sustentabilidade”


Ricardo Pinto: Como sou amazonense e vivo no Rio de Janeiro desde criança, não tenho como negar que a natureza e a exuberância de nossa fauna e flora são minhas maiores influências. Assim como as culturas africanas, indígenas e mestiças. Tudo me fascina!


Ricardo Pinto: Acredito que o que faço hoje é o maior trabalho, pois minha liberdade de expressão e criatividade não têm limites, nem intervenções externas. Faço somente o que quero fazer, e isso, para mim, é meu maior luxo.


“O Jeans, a base com que trabalho, é tanto um tecido quanto matéria-prima versátil, democrático, moderno, inovador, de fácil manuseio, simplicidade e luxo. Praticamente se faz tudo com jeans! Também vejo da mesma forma o jeans vintage. É o tecido mais moderno que existe”


Ricardo Pinto: Amo kimonos! São minhas peças com maior Identidade. Amo a cultura japonesa, o jeito como são muito modernos tanto na simplicidade quanto na extravagância. O kimono, para mim, é tipo a peça-chave de um bom look. Você fica elegante, sem a pretensão do blazer e o despojado da jaqueta. Enfim, o kimono é meu produto especial.


Ricardo Pinto: Acreditar naquilo que se faz, que podemos e precisamos mostrar ao mundo a importância de reutilizar mais nossas peças, comprar com qualidade, escolher tecidos duráveis para que se possa usar por mais tempo. Penso que hoje a sustentabilidade com verdade é o caminho a seguir, não esquecendo a Economia Circular. Produzir e ajudar os pequenos produtores e as pessoas que precisam de renda, fazendo uma economia simples, porém efetiva e assertiva.


“Estudar, ler muito e ir para dentro das fábricas. É lá que estarão todas as suas dúvidas e respostas, dentro das fábricas têxteis e das de produto acabado. É preciso aprender sempre e estar constantemente aberto a ouvir, pois a vida é uma troca!”


Ricardo Pinto: Meu kimono com tecido da Capricórnio Têxtil tem como inspiração o Rio de Janeiro, nossa cidade maravilhosa, “abençoada por Deus e linda por natureza”. Tentei mostrar através de uma cortina de tie-dye verde nossa Mata Atlântica, que, cada dia mais, precisa de ajuda.


Como pintura artística, fiz uma pequena reprodução, quase como Debret moderno, o cenário da Praia do Arpoador visando um plano geral da Praia de Ipanema com seus prédios luxuosos, seu calçadão lindo e geometricamente artístico, suas palmeiras exuberantes e o Morro Dois Irmãos ao fundo, com o contraste que é o Rio de Janeiro, com suas favelas e mazelas. Um céu lindo de um pôr do sol digno de um filme com voos de asa delta para fechar essa alegoria que é o Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa”


Siga Ricardo nas redes sociais e maravilhe-se com suas obras: @Art.RicardoPinto


Revitalizando o mundo da moda através da arte!



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