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O FUTURO DA MODA É PHYGITAL?

A tela digital e a forma física se unem para inspirar nossos sentidos da moda...


Uma combinação abreviada dos termos "físico" e "digital", "phygital“, quando o mundo digital e físico surgem completamente conectados, pode muito bem se tornar a norma para as próximas temporadas das semanas de moda e para a moda em geral.


Essa semana ,terminou a maratona de desfiles internacionais, e vimos que as marcas se moveram rapidamente e trouxeram soluções digitais com muita criatividade.

Esta Fashion Week teve uma mistura de desfiles com apresentações virtuais diferentes e variadas, com ou sem plateia, na tentativa de encontrar um novo formato para um evento que, tradicionalmente, depende do público diante das passarelas, com a presença dos compradores, jornalistas e influenciadores.

Ame ou odeie, Phygital é a tendência oficial dos últimos eventos de moda.

A Capri ficou de olho em tudo o que rolou e selecionou os mais criativos! Confiram!!!!




Para Jonathan Anderson, a covid 19 foi uma oportunidade de criatividade. As restrições que limitaram as possibilidades de shows, viagens e eventos, forçaram a semana da moda ser diferente de tudo que já foi feito, e no caso dele podemos dizer que realmente fez uma coisa nunca antes vista.


Nessa coleção de primavera, Anderson optou por não organizar um desfile ou mesmo uma apresentação – ele enviou seu “show em uma caixa” para editores e compradores, e usou a plataforma do TikTok para falar com seu público.


Segundo ele, “Modernidade não é trabalhar em um desfile digital, mas evocar o que realmente está acontecendo.”


O designer estimulou o “DIY” (faça você mesmo), enviando caixas com seu moodboard, contendo um livro que incluía uma varidade de papeis, folhas coloridas, bem como seu lookbook completo, além de looks impressos e recortados, permitindo ao espectador criar fisicamente seu próprio show.

Ele ativou uma multiplataforma completa, analógica e digital proporcionando uma experiência única e inovadora.



Jeremy Scott decidiu que era melhor não ter ninguém na sua passarela de Milão - nem mesmo modelos. Em vez disso, ele optou por ter marionetes desfilando suas criações na passarela.


As delicadas peças de roupa em miniatura eram réplicas exatas da coleção em tamanho real.


A criatividade inspirada no lockdown transpôs a alta costura para os bonecos, e até mesmo os convidados da platéia eram fantoches com imagens espelhadas de frequentadores de semanas de moda como a editora da Vogue Anna Wintour.


Seu desfile nos mostra como a moda e os modelos tradicionais podem ser repensados.






Qualquer experiência Balmain é sinônimo de badalação e celebridade. E para manter sua primeira fila estrelada, mesmo com as restrições presenciais, Olivier Rousteing - um dos diretores criativos mais jovens e antenados – criou uma plateia virtual repleta de cellebs.


Jennifer Lopez, Cara Delevingne , Alexa Chung, Cindy Crawford, Alessandra Ambrosio, Kris Jenner, Anna Wintour e outros tantos nomes de peso, compareceram virtualmente através de um banco de telas que exibiam feeds ao vivo dos convidados assistindo o show.


Essa parte do evento foi chamado pelo designer de “Comunidade”.




A Prada foi uma das marcas que apostaram em eventos 100% digitais. A grande estreia de Raf Simons como codiretor criativo da grife, ao lado de Miuccia Prada, finalmente aconteceu. Para apresentar a coleção primavera/verão 2021, batizada de Diálogos, a marca preferiu um desfile sem público. O vídeo pré-gravado teve como fundo um pano amarelo indo do chão ao teto. O ambiente físico deste desfile virtual é um espaço pessoal e intimista (confiram o espaço em 3D através desse link: https://my.matterport.com/show/?m=uFcdiu9wGGV). A tecnologia surge como lustres de monitores e câmeras animados em um balé dinâmico com as modelos que passam. Todas as modelos eram novas e nunca haviam desfilado entes, e seus nomes apareceram nas telas de exibição.



Com um final muito aguardado no Paris Fashion Week, Louis Vuitton encerra o evento em grande estilo dando um show de tecnologia.


LV levou seus convidados para a La Samaritaine, uma histórica loja de departamentos parisiense de propriedade da LVMH e fundada em 1869.

O desfile foi na impressionante cúpula de vidro do último andar do enorme complexo.


Intercaladas entre o público presente, haviam câmeras captando todos os ângulos que permitiram aos espectadores de casa também desfrutar de uma experiência única e imersiva como se estivessem lá.


Para quem estava ao vivo, o pano de fundo eram as telas verdes, já os espectadores em casa viram um show digital cobrindo as telas, com perspectivas de 360 ​​graus do monumento.


O desfile foi transmitido ao vivo pelo Instagram da marca.


A marca britânica Burberry se apresentou na London Fashion Week se adaptando a crise da saúde, com uma passarela ao ar livre, sem público e com algumas estrelas que, em vez de sentarem na primeira fila, apresentaram o desfile. Apesar das limitações, o show não deixou de ser interessante.


A grife fez um show tipo performance, filmado em uma floresta no interior da Inglaterra e a atmosfera misteriosa e bucólica ficou evidente. Fantasia, arte e elementos da fauna se misturaram.


Pela primeira vez uma marca de luxo, transmitiu seu evento

ao vivo no Twitch, uma plataforma de streaming que popularizou a transmissão de videogames ao oferecer aos espectadores a oportunidade de comentar ao vivo.


A Burberry optou por um evento híbrido, combinando presença física, mantendo um pouco do formato tradicional de desfiles, mas também fazendo uso da tecnologia para transmitir para sua audiência global.



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