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ESPECIAL VAREJO – O que marcou 2021 e tendências para 22!


Parece mentira, mas sim, ainda estamos na pandemia e seus impactos ainda continuam sendo sentidos.


Como em todos os setores, o Varejo também teve que se reinventar. Conseguiu se manter aquecido já que muitas empresas passaram a investir no e-commerce e em modelos de venda direto ao consumidor. Agora, com o fim das restrições, continua usando os canais digitais para oferecer conveniência e melhores experiências.

O ano de 2021 também ficou marcado pela preferência do público por produtos alinhados às suas crenças. Da sustentabilidade à inclusão, as empresas estão focando na autenticidade para se conectar mais profundamente ao consumidor, construir a sua marca e gerar fidelidade para o futuro.


Para atender um consumidor de olho no preço e esvaziar o estoque, os varejistas estão revitalizando as estratégias de descontos. Além de lojas redesenhadas para receber um público 'caçador de tesouros' no pós-pandemia, diversos varejistas estão apostando em estratégias digitais e multicanal para atender os novos hábitos do público.

Processos de pagamento simplificado, gratificação imediata como cashback, flexibilidade, agilidade na entrega e conveniência são algumas estratégias de maior sucesso.


Enquanto a incerteza econômica reforça a importância da equação 'valor + qualidade', 2021 foi o ano das marcas próprias. À medida que problemas logísticos globais e pressões econômicas reinventaram os hábitos de compra, as marcas investiram na qualidade e na inovação dos produtos de marca própria, atraindo a Geração Z. As colaborações entre marcas refletiram as novas preferências do público, com foco em temas como casa, nostalgia e a vida ao ar livre


O MUNDO DE OPORTUNIDADES DO METAVERSO

Os varejistas estão investindo em estratégias como shoppings digitais imersivos, programas de fidelidade baseados em criptomoeda e modelos de venda 'direta ao avatar'. Os gamers já estão mais do que acostumados em comprar itens virtuais e agora que esse hábito está se espalhando em toda a sociedade, precisamos entender e nos adaptar a esse novo mundo de venda de skins, parcerias e eventos.


O live commerce começa a dar sinais de saturação e é preciso investir em estratégias inovadoras de interação para se destacar no mercado, com apps de compra gamificados, comércio conversacional, recursos de realidade aumentada para experimentação de itens e venda por vídeo.


Além de novas plataformas de transmissão, as marcas estão focando em conteúdo de qualidade e no chamado “varejo de experiência”, atraindo os consumidores para as lojas físicas com apps interativos e lojas conceitos que são verdadeiras experiências de entretenimento, a exemplo da loja da Havaianas no bairro dos Jardins, em São Paulo.


E COMO FAZ PARA ENTREGAR TUDO ISSO?

Novas estratégias e soluções logísticas precisam ser implementadas para acompanhar esse boom do e-commerce. As marcas já estão trabalhando fortemente para atenuar a questão das devoluções, um dos aspectos mais caros e complexos do varejo online.


O investimento nos processos logísticos vai continuar sendo fundamental, assim como promover o produto certo para a pessoa certa. Sistemas que ajudam o consumidor a entender o caimento e tamanho das peças também estão sendo revistos, já que os canais on-line estão em alta e os varejistas estão fazendo modificações neles em nome da consistência e da inclusão.


Com o consumidor preferindo fazer tudo perto de casa e optando por lojas menores, o varejo local ganha relevância, desbancando os grandes centros comerciais urbanos. As lojas também estão se adaptando abrindo um canal de diálogo mais sólido com as comunidades locais e agindo como hubs do modelo 'click-and-collect' para os clientes do e-commerce.


SUSTENTABILIDADE

Com o consumidor cada vez mais preocupado com a crise climática, marcas seguem investindo na sustentabilidade. Mostrar o compromisso sustentável por meio da comunicação continua sendo fundamental, permitindo que o público entenda com clareza o impacto daquilo que está comprando.


Destaque para marcas de luxo que estão aplicando diversas estratégias sustentáveis investindo em materiais alternativos, embalagens ecológicas, uso de sobras em estoque, além da utilização do recommerce, entrando na nova era dos brechós.


Confiança, autenticidade e fidelidade


Em 2021, nunca foi tão importante investir no propósito para ganhar a confiança do público.


Com expectativas cada vez maiores em relação à autenticidade das marcas, o consumidor exige que as empresas façam parte da solução de questões pertinentes a ele, como inclusão e crise climática – integridade e valores responsáveis devem estar em todos os aspectos do negócio.


O consumidor quer marcas como formadoras de opinião e curadoras culturais, capazes de criar produtos e serviços que estabeleçam conexões emocionais mais profundas. Quem é neutro é detergente, as marcas precisam se posicionar!


O número crescente de empresas com certificação B mostra que as pessoas querem investir, comprar e trabalhar em marcas responsáveis, transparentes e que estejam realmente preocupadas em construir um mundo melhor.


PARA FICAR DE OLHO ABERTO EM 2022

Como tudo nessa vida, as lojas físicas também estão em transformação. Como “foguete não dá ré”, a fatia da pizza do e-commerce vai continuar crescendo e a loja física passa a ter uma função diferente na vida do consumidor.


Cada vez mais ela será uma mistura de hub de abastecimento sob demanda e espaço de experiência e promoção da marca. Um ponto de contato importantíssimo para construção e fortalecimento das marcas.


Importante considerar um portifólio híbrido de conceitos para atender à diversidade dos novos hábitos de consumo. Para muitas marcas, lojas menores e mais enxutas farão mais sentido. Talvez, otimizar as lojas existentes de acordo com os interesses do consumidor seja mais relevante do que implementar planos de expansão.


Marcas como Bed Bath & Beyond e TJMaxx — que antes investiam em uma experiência mais lenta de descoberta de produtos — estão apostando em uma estratégia off-line moderna, voltada a uma jornada de compra mais simples e prática. Já no Brasil, a rede de franquias Chilli Beans anunciou planos de abrir cerca de 850 lojas dedicadas a óculos de grau nos próximos cinco anos, chegando à marca de mil pontos de vendas no segmento.


Não há certo nem errado, analise a estratégia que mais faz sentido para o seu negócio.

O cenário atual é propício para ativações criativas e parcerias inusitadas, já que as lojas físicas estão passando a funcionar também como um misto de restaurante, centro de coworking e espaço de bem-estar.


Estrelinha, estrelinha!!!>>> “Prestenção!” As parcerias poderão oferecer ao consumidor experiências que ele não vai encontrar em nenhum outro lugar, criando um espaço que supera as expectativas, chama a atenção e fideliza o público.



RETORNO DA LOJA DENTRO DA LOJA

O conceito de 'loja dentro da loja' está de volta, no momento em que grandes varejistas e lojas de departamento estão repensando os layouts dos espaços físicos em meio ao boom do e-commerce.


Marcas e varejistas estão investindo nesse modelo por meio de parcerias importantes, aumentando o tráfego dos espaços físicos e ampliando a base de clientes. Esse formato possibilita às marcas construir o próprio ambiente dentro de lojas maiores, chamando a atenção de um novo público e permitindo que os grandes varejistas experimentem com novas categorias.


Os varejistas mais antenados estão investindo em parcerias com marcas que já encerraram suas operações físicas, apostando que esses nomes terão um valor nostálgico para o consumidor. A icônica loja de brinquedos Toys 'R' Us está de volta em 400 filiais da rede Macy's, ajudando o varejista a alcançar o público infantil e a Target está ampliando o número de 'lojas dentro de lojas' da Disney, querendo alcançar a marca de 160 lojas ( no início da parceria, em 2019, eram 25 lojas).


LOJA TAMBÉM SE COMPARTILHA!

O compartilhamento, a sinergia e o coletivismo transformarão as lojas a partir de 2022.

Efeitos da pandemia, orçamentos reduzidos, contratos de aluguel mais curtos e a necessidade de lojas mais interessantes mostram que os coletivos do varejo podem ser uma boa opção. Nos próximos anos, veremos muitas marcas compartilhando o mesmo espaço físico, sejam elas entidades separadas ou pertencentes ao mesmo grupo. Além de evitar a abertura de novas lojas e o gasto extra com aluguéis, esse modelo expõe as marcas a uma nova base de clientes. Essa também pode ser uma oportunidade para que marcas menores se expandam, mas com menos risco e gerando um sentido de comunidade.


Os melhores exemplos vêm de empresas complementares que utilizam a reputação do parceiro para atrair um público maior, revitalizar as vendas, gerar tráfego e criar um sentido de comunidade. Em abril de 2021, quando a designer Stella McCartney reabriu a sua boutique da Old Bond Street, em Londres, foi lançada a campanha #StellaCommunity, que dava aos comércios locais a chance de abrir um espaço pop-up dentro da loja. A marca removeu seus produtos e cedeu espaço para pequenas empresas locais afetadas pela pandemia, como a floricultura FLWR, a cafeteria Climpson & Sons, a lanchonete Farmacy e a marca de skincare Face Gym.


As parcerias criativas com varejistas, artistas e designers diferenciam uma loja da concorrência e do e-commerce. A união com outras marcas, varejistas, artistas e designers serviu como um fator de diferenciação para a Browns (do grupo Farfetch), que cedeu espaço para iniciativas culturais, comunitárias e de storytelling que vão além do produto.


A marca de bem-estar Haeckels é uma das parceiras da Browns.


COMUNICAÇÃO CONTINUA SENDO A ALMA DO NEGÓCIO

As marcas estão repensando a comunicação e investindo em estratégias focadas na empatia e na informação, criando uma conexão mais íntima com o cliente. O design de loja e as iniciativas voltadas ao aprendizado e à compaixão devem redefinir o varejo no pós-pandemia.


Ainda estamos nos recuperando do trauma coletivo causado pela pandemia. Acompanhamos a ascensão da empatia e dos atos de caridade, no momento em que a Covid-19 reuniu as comunidades e levou o público e as empresas a fomentar a compaixão coletiva e a lutar por causas importantes.


Novas iniciativas deverão surgir para ajudar o consumidor a lidar com questões como saúde física e emocional, inclusão, diversidade e ansiedade climática. Além disso, as pessoas estão cada vez mais conscientes, interessadas em se aprofundar nas causas em que mais acreditam, por isso, a marca que trabalhar para fomentar essas transformações, se comunicar e se relacionar melhor com seu consumidor tem garantida uma vantagem competitiva.

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