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Economia Circular na Moda


Economia Circular, é o modelo de negócio que busca aumentar o ciclo de vida de uma peça de roupa, mitigando a cultura do desperdício e tornando a indústria têxtil mais sustentável e adequada à nova realidade de consumo.

Modelos de negócios circulares podem começar com os princípios de reutilização, reparo e remanufatura, mas podem evoluir como modelos de serviço em que a propriedade das roupas não é transferida para o consumidor.

Além disso, busca soluções para a forma como produtos são projetados, buscando matérias-primas local passando por todo o ciclo de produção do produto de forma sustentável e segura, garantindo que os resíduos possam ser reinseridos no processo produtivo.

Esses modelos também devem se basear em condições de trabalho justas e dignas e na utilização adequada de energia, água e outros recursos naturais.

O projeto em nível global é liderado por Ellen MacArthur com o objetivo de alternativas para o atual modelo de produção de várias áreas, inclusive do setor têxtil. No seu relatório, “A new textiles economy: Redesigning fashion’s future”, defende que a criação de um plano de ação em torno de um novo modelo têxtil pode reverter as perdas de até US$ 500 bilhões que essa indústria apresenta hoje em roupas subutilizadas e falta de reaproveitamento de recursos.

O número de vezes que uma roupa é utilizada até o seu descarte, diminuiu 36% se comparado a 15 anos atrás.

O Brasil é super privilegiado porque possui a cadeia de valor completa – da produção à distribuição, e atua num modelo econômico linear, focado principalmente em ganhos no curto prazo.

Nós temos enorme capacidade de produção, utilizando matérias-primas diversas e com milhares de pequenas e médias empresas criativas. Porém, os elos dessa longa cadeia de valor são frágeis, com uma infraestrutura ineficiente e altos preços de energia e custos de mão de obra.

Por suas características tão autênticas, o nosso mercado Denim tem um enorme potencial de crescimento de economia circular.

CARACTERÍSTICAS DA MODA CIRCULAR

· Design pensado com base no fechamento do ciclo

· Criação de produtos baseados em resíduos

· Empresas de serviços como aluguel de roupas, reparos e compartilhamentos

· Processos planejados para aumentar a vida útil de matérias-primas ou reduzir as taxas de consumo

· Novos modelos de negócios e logística reversa

A Economia Circular é baseada em três pilares:

1. Design circular

2. Proposição de Valor

3. Logística Reversa

1. Design Circular

O processo de design possui papel fundamental para o desempenho em sustentabilidade dos produtos – uma vez que este processo define todo o ciclo de vida de um produto, desde as matérias-primas, quem serão os fornecedores, até as condições de uso e disposição final.

Estima-se que cerca de 80% dos impactos ambientais de um produto são definidos no processo de design. Isso significa que após o desenvolvimento, as melhorias em processos podem reduzir cerca de 20% dos impactos.

Além disso, é no processo de design que surgem as inovações que podem diferenciar as empresas no mercado. Em um mercado competitivo e com tendência de commoditização, lançar produtos inovadores e sustentáveis certamente resultará em um diferencial competitivo para qualquer empresa.

Com esse mindset e metodologia correta, os produtos são desenvolvidos com melhor desempenho ambiental e social, contribuindo para o desenvolvimento sustentável, além de gerar valor e fortalecer a marca.

2. Proposição de Valor

A proposta de valor é um dos principais elementos de um modelo de negócio. É a proposta de valor que diferencia uma empresa de seus concorrentes.

Os modelos de negócio que atuam na lógica da economia circular entregam muito mais do que produtos e funcionalidades, mas também benefícios que vão além da relação empresa e cliente. Por exemplo, eles contribuem para a retirada de plástico dos oceanos, promovem a regeneração de capital natural por meio do uso de matérias primas biodegradáveis, reduzem ou eliminam a geração de resíduos ou embalagens plásticas, etc.

3. Logística Reversa

A Logística Reversa garante que o resíduo gerado no ponto de consumo seja reaproveitado pela cadeia produtiva.

Na moda brasileira, já temos várias iniciativas como por exemplo a Insecta Shoes, que além de produzir sapatos veganos e totalmente sustentáveis, recolhe os sapatos usados e os desmonta para reciclagem e produção de um novo sapato.

No nosso mercado de Denim, também temos diversas iniciativas de empresas especializadas upcycling, transformando e ressignificando peças.


Denim Capricórnio – Artwear Ronaldo Silvestre | coleção do @dfbfestival


O estilista Ronaldo Silvestre é especialista em Ressignificar peças!

“RESSIGNIFICAR (v.) é olhar de dentro para fora. é encontrar novidade no que a gente vê todo dia. é saber que as coisas mudam tanto quanto pessoas. é recriar o que um dia foi criado. é a própria regra. é saber lidar com o novo. É perceber que tem um pouco da gente em tudo o que a gente faz. É um exercício de autoconhecimento. – Ronaldo Silvestre – Instituto ITI

A Capricórnio já está preparando seu primeiro Relatório de Sustentabilidade e estamos comprometidos com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, trabalhando em três pilares – Produto, Planeta e Comunidade.


E você? Está preparado (a) para embarcar nesse novo e promissor modelo de negócio?

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