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De olho no Recommerce

O boom do Recommerce está revolucionando o varejo e mudando a forma como vemos os brechós de luxo. Essa crise impulsionou o crescimento do mercado de venda de itens usados, tendência que irá se manter nos próximos anos. O Relatório sobre Revenda em 2020, publicado pela ThredUp em colaboração com a empresa de pesquisa e análise de dados GlobalData, afirma que as plataformas de revenda irão crescer 69% entre 2019 e 2021.


A conscientização sobre o impacto ambiental do fast fashion também impulsionou o mercado de itens usados, motivando as plataformas de revenda a assumir o discurso da sustentabilidade. Essas plataformas também oferecem um senso de comunidade e conexão – muitos fãs de brechó usam as redes sociais para compartilhar seus achados.


De olho no crescimento do comércio reverso, marcas estão lançando seus próprios sites de revenda para aproveitar a demanda por itens de segunda mão, controlando o destino dos seus produtos usados à medida que o público abraça o conceito de economia circular.


Criar sua própria plataforma de venda de itens usados é uma estratégia para marcas que queiram testar, aprender e responder às mudanças nesse mercado. Testar os modelos de revenda e aluguel, coletar dados e aprender mais sobre o interesse do público pela economia circular são práticas valiosas que podem atrair consumidores fiéis. Além disso, elas são uma ótima forma de esvaziar o estoque.


Lançado em outubro de 2020, o Levi's SecondHand é uma plataforma de recommerce e programa de recompra que dá aos consumidores a opção de comprar jeans usados diretamente da marca e trocar peças velhas – e até estragadas – por crédito. Embora grande parte do seu estoque venha de clientes, também é possível encontrar algumas peças vintage no site.

Em setembro, a Selfridges também lançou um programa de revenda. Parte do Project Earth, iniciativa da empresa de varejo que visa a sustentabilidade, o Resellfridges permite que os clientes comprem e vendam peças vintage e próprias em troco de crédito na loja.


Em 2019, as empresas de aluguel de roupas despontaram como concorrentes das marcas de fast fashion, por conta da pandemia, em particular a perda da demanda por roupas sociais e de festa, obrigou a indústria a diversificar seus serviços e mudar seu foco.


As start-ups de aluguel de roupas e acessórios estão se diversificando e expandindo seus serviços - a ideia é oferecer roupas que possam ser usadas não apenas em situações formais, mas também em eventos casuais e em posts do Instagram.Essas mudanças buscam atender à demanda dos consumidores Zennials (geração entre os Millennials e a Z) por novidades e ao mesmo tempo se alinhar aos hábitos de consumo sustentáveis e anti-excesso.


A empresa de aluguel Hurr Collective, que oferece seus serviços online e tem um espaço permanente na Selfridges, aponta que os vestidos casuais de linho estão entre seus itens mais populares. Em parceria com o app de consumo sustentável CoGo, em setembro desse ano a Hurr Colective lançou uma calculadora de carbono que quantifica as emissões economizadas cada vez que uma peça é alugada. Tornar os benefícios ambientais claros e palpáveis para o público será uma estratégia essencial para a indústria de aluguel de roupas no pós-pandemia.


Em setembro de 2020, a John Lewis se juntou à Fat Llama, empresa de aluguel britânica, para lançar um sistema de locação de móveis focado nos consumidores das Geração Z e Millennials, que costumam morar em imóveis alugados.


A Feather, uma start-up de locação de móveis de luxo, teve um crescimento de 400% desde o começo da pandemia, enquanto a britânica Harth, que aluga produtos de decoração, atualizou seu site para permitir que os consumidores vendam seus próprios produtos.


Além do Mercado Livre e OLX, um dos cases de maior destaque no nosso mercado é o site Enjoei. Criado em 2009, começou como um blog para revenda de roupas e hoje é um marketplace em que cada usuário tem sua própria "loja virtual".


Em novembro de 2020, a marca Gringa, focada em acessórios, abriu sua primeira loja no shopping do Leblon. Fundada pela atriz Fiorella Mattheis, a Gringa nasceu no digital e comercializa marcas nacionais e internacionais. A marca também tem a missão de tornar o mercado de luxo mais acessível e economia circular.


De olho no crescimento desse mercado, o Grupo Arezzo & Co comprou 75% capital social total e votante da TROC.com.br, brechó online de roupas e acessórios de luxo. Assim, a Arezzo estréia no mercado de artigos de moda seminovos e dá mais um passo no seu crescimento.



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